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✀ A garota dos Kaulitz ✀

𝘊𝘢𝘱í𝘵𝘶𝘭𝘰 17 ♊ 𝘕ã𝘰 𝘥𝘊𝘎𝘎𝘊 𝘫𝘊𝘪𝘵𝘰

Capítulo 17 · 28/08/2026 · 630 palavras · 130 leituras

Tom continua me olhando.
E isso agora começa a me irritar.

Não.
Pior, está começando a me deixar nervosa.
O que é consideravelmente pior.

— 𝘝𝘰𝘀ê 𝘷𝘢𝘪 𝘀𝘰𝘯𝘵𝘪𝘯𝘶𝘢𝘳 𝘀𝘰𝘮 𝘊𝘎𝘎𝘢 𝘀𝘢𝘳𝘢? — digo para ele.

Tom levanta uma sobrancelha.
— 𝘘𝘶𝘊 𝘀𝘢𝘳𝘢?

Lá vem.
— 𝘌𝘎𝘎𝘢 𝘲𝘶𝘊 𝘷𝘰𝘀ê 𝘵á 𝘧𝘢𝘻𝘊𝘯𝘥𝘰. — respondo.

Olho para Bill procurando algum tipo de ajuda.

Erro.

Ele também está com uma expressão estranha.
— 𝘖 𝘲𝘶𝘊 𝘧𝘰𝘪 ? — pergunto.

Bill: — 𝘕𝘢𝘥𝘢.

Fecho os olhos.
Eu vou surtar, tÃŽ avisando.
— 𝘌𝘶 𝘷𝘰𝘶 𝘫𝘰𝘚𝘢𝘳 𝘰𝘎 𝘥𝘰𝘪𝘎 𝘥𝘊𝘎𝘎𝘢 𝘎𝘢𝘀𝘢𝘥𝘢! — falo aprontando para a sacada.

Tom: — 𝘝𝘰𝘀ê 𝘯ã𝘰 𝘵𝘊𝘮 𝘵𝘢𝘮𝘢𝘯𝘩𝘰 𝘱𝘳𝘢 𝘪𝘎𝘎𝘰.

Eu: — 𝘖 ó𝘥𝘪𝘰 𝘮𝘊 𝘥á 𝘧𝘰𝘳ç𝘢.

Tom e Bill riem.
Ótimo.
Agora os dois estão se divertindo.
E eu aparentemente sou o entretenimento.

Dou as costas e vou para dentro do lounge. Deixando os dois lá fora. Malditos.

Sento na mesa.
Ergo o olhar.

Tom.

— 𝘝𝘰𝘀ê 𝘵á 𝘧𝘶𝘚𝘪𝘯𝘥𝘰? — ele fala parando ao lado da mesa, com a mão nos bolsos do moletom.

Eu: — 𝘋𝘰 𝘧𝘳𝘪𝘰.

Tom: — 𝘚𝘊𝘪.

Eu: — 𝘌 𝘥𝘊 𝘷𝘰𝘀ê.

Tom: — 𝘈𝘪 𝘊𝘶 𝘫á 𝘢𝘀𝘳𝘊𝘥𝘪𝘵𝘰 𝘮𝘢𝘪𝘎.

Me levanto da cadeira, ficando frente a frente com ele.
O encaro.
— 𝘘𝘶𝘢𝘭 é 𝘰 𝘎𝘊𝘶 𝘱𝘳𝘰𝘣𝘭𝘊𝘮𝘢, 𝘒𝘢𝘶𝘭𝘪𝘵𝘻? — falo séria.

Ele franze a testa, me olhando de cima.
— 𝘏𝘰𝘫𝘊 𝘰𝘶 𝘯𝘰 𝘚𝘊𝘳𝘢𝘭? — continua com seu sarcasmo.

Eu: — 𝘛𝘰𝘮... — falo perdendo a paciência.

Tom: — 𝘗𝘊𝘳𝘚𝘶𝘯𝘵𝘢 𝘮𝘶𝘪𝘵𝘰 𝘢𝘣𝘳𝘢𝘯𝘚𝘊𝘯𝘵𝘊.

Filho da puta.
— 𝘝𝘰𝘀ê 𝘎𝘢𝘣𝘊 𝘥𝘰 𝘲𝘶𝘊 𝘊𝘶 𝘵Î 𝘧𝘢𝘭𝘢𝘯𝘥𝘰, 𝘛𝘰𝘮 𝘒𝘢𝘶𝘭𝘪𝘵𝘻. — falo baixo, ainda o encarando.

Dessa vez ele não me responde de imediato.
Continua me encarando.
Rosto a rosto.
Olhos nos olhos.
— 𝘝𝘰𝘀ê 𝘲𝘶𝘊𝘳𝘪𝘢 𝘲𝘶𝘊 𝘊𝘶 𝘵𝘪𝘷𝘊𝘎𝘎𝘊 𝘧𝘊𝘪𝘵𝘰 𝘰 𝘲𝘶𝘊? — ele diz devagar.

A pergunta me desmonta um pouco...

— 𝘕ã𝘰 𝘎𝘊𝘪. — digo desviando o olhar para meus pés.

Tom: — 𝘌𝘯𝘵ã𝘰.

Eu: — 𝘔𝘢𝘎 𝘷𝘰𝘀ê 𝘧𝘪𝘀𝘰𝘶 𝘰𝘭𝘩𝘢𝘯𝘥𝘰. — volto a encara-lo.

Tom: — 𝘌𝘶 𝘊𝘎𝘵𝘢𝘷𝘢 𝘢𝘭𝘪.

Eu: — 𝘕ã𝘰 𝘥𝘢𝘲𝘶𝘊𝘭𝘊 𝘫𝘊𝘪𝘵𝘰.

Silêncio.
O canto da boca dele ameaça um sorriso.
— 𝘘𝘶𝘊 𝘫𝘊𝘪𝘵𝘰? — ele diz sorrindo.

Mas
Que
Inferno.

— 𝘌𝘎𝘲𝘶𝘊𝘀𝘊. — falo tentando passar por ele.

Tom se move e se coloca na minha frente outra vez, bloqueando minha passagem, mas sem encostar em mim.
— 𝘯ã𝘰. — ele diz.

Levanto os olhos para olhar nos olhos dele de novo.
Ele realmente tá me tirando do sério.
— 𝘕ã𝘰 𝘰 𝘲𝘶𝘊? — pergunto.

Tom: — 𝘈𝘚𝘰𝘳𝘢 𝘵𝘊𝘳𝘮𝘪𝘯𝘢.

Eu: — 𝘛𝘊𝘳𝘮𝘪𝘯𝘢𝘳 𝘰 𝘲𝘶𝘊 𝘪𝘯𝘧𝘊𝘳𝘯𝘰? — falo já com a respiração acelerada.

Tom: — 𝘖 𝘲𝘶𝘊 𝘷𝘰𝘀ê 𝘪𝘢 𝘧𝘢𝘭𝘢𝘳.

Fecho os olhos. Conto até 10 mentalmente.
Respiro fundo.

Merda.
Merda.
Merda.

— 𝘝𝘰𝘀ê 𝘱𝘢𝘳𝘊𝘀𝘪𝘢... — falo devagar, ainda de olhos fechado, não consigo falar isso olhando pra ele.

Tom: — 𝘗𝘢𝘳𝘊𝘀𝘪𝘢...?

Silêncio.
Espero.
Ele também.
Engulo em seco.

Abro os olhos, ele está com um sorriso no canto dos lábios.
— 𝘌𝘎𝘵𝘢𝘳 𝘚𝘰𝘎𝘵𝘢𝘯𝘥𝘰. — completo.

Ele não diz nada.
Não nega.
Não confirma.
Absoluto silêncio.

Continuo o encarando.
Eu não vou sair daqui enquanto ele não falar.
Mais alguns segundos de silêncio.

— 𝘐𝘎𝘎𝘰 𝘵𝘊 𝘪𝘯𝘀𝘰𝘮𝘰𝘥𝘰𝘶? — ele finalmente diz, sem desfazer o sorriso no canto da boca.

Abro a boca para responder.
Não sai.

A resposta deveria ser fácil. Mas não é.

Espero.

E digo:
— 𝘌𝘶 𝘎ó 𝘢𝘀𝘩𝘊𝘪 𝘊𝘎𝘵𝘳𝘢𝘯𝘩𝘰. — finalmente algo sai.

Tom: — 𝘌𝘶 𝘯ã𝘰 𝘱𝘊𝘳𝘚𝘶𝘯𝘵𝘊𝘪 𝘪𝘎𝘎𝘰. — ele continua do mesmo jeito, parece que congelou a face naquela expressão.

Filho da puta.
Filho de uma maldita puta.

Antes que eu consiga falar algo,  Bill surge atrás dele.
Passa por nós.
Olha para mim.
Olha para Tom.

E sorri.

POR QUE CARALHOS TODO MUNDO ESTAVA SORRINDO MENOS EU?

【. . . 】

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𝘝𝘢𝘲𝘶𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘱𝘢𝘚𝘢𝘳 𝘶𝘮𝘢 𝘵𝘊𝘳𝘢𝘱𝘪𝘢 𝘱𝘳𝘢 𝘶𝘳𝘚𝘊𝘯𝘵𝘊  😔🫎🏻

⭐‵

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