
ðð¢ð±Ãðµð¶ðð° 10 âŠïž ðð¶ð¥ð° ð° ð²ð¶ðŠ ð·ð°ð€Ãª ð¯Ã£ð° ð¥ðªðŽðŽðŠ
CapÃtulo 10 · 28/08/2026 · 701 palavras · 134 leituras
...
O silêncio dele tinha mudado de significado.
Até alguns segundos atrás, eu podia fingir que não entendia.
Agora não.
Tom continuava olhando o caminho, as mãos firmes no volante, como se aquele assunto tivesse acabado com uma única palavra.
ðð§ð.
ðð³ð¢ ðŽð°ð£ð³ðŠ ð®ðªð®.
Tom e Bill estavam falando sobre mim.
ððŽ ð¥ð°ðªðŽ.
E aparentemente, Tom preferia dirigir quilÎmetros em completo silêncio ao me contar o motivo.
Olhei pra ele de canto.
â ðð°ð€Ãª ð¯Ã£ð° ð·ð¢ðª ð®ðŠ ð€ð°ð¯ðµð¢ð³, ð¯Ã£ð° é? â falei quebrando o silêncio.
Tom: â ðð°ð€Ãª ð¯Ã£ð° ð²ð¶ðŠð³ ð°ð¶ð·ðªð³. â falou sem me olhar.
Eu: â ðð¶ ð¯Ã£ð° ð¥ðªðŽðŽðŠ ðªðŽðŽð°. â retruquei.
Tom: â ðãð° ð±ð³ðŠð€ðªðŽð°ð¶. â disse sem desviar o olhar do caminho.
Virei o rosto pra janela ao meu lado.
ððªðð©ð° ð¥ð¢ ð±ð¶ðµð¢.
O pior é que ele estava certo.
Eu queria saber.
ðð¢ðŽ ð¯Ã£ð° ð²ð¶ðŠð³ðªð¢ ð°ð¶ð·ðªð³.
Ainda existia uma diferença enorme entre as duas coisas.
...
Entro no quarto, jogo a bolsa sei lá para onde.
Tiro o sapato chutando.
Ando de um lado para outro
Minha mente voa para aquele momento na sacada.
ððªðð ð±ðŠð³ðšð¶ð¯ðµð¢ð¯ð¥ð° ð¢ððšð¶ð®ð¢ ð€ð°ðªðŽð¢.
ðð°ð® ðªð³ð³ðªðµð¢ð¥ð°.
ð "ð·ð¢ðª ðŽðŠ ð§ð°ð¥ðŠð³, ððªðð"
ððŽ ð¥ð°ðªðŽ ð±ð¢ð³ð¢ð¯ð¥ð° ð¢ ð€ð°ð¯ð·ðŠð³ðŽð¢ ð¢ðŽðŽðªð® ð²ð¶ðŠ ð®ðŠ ð¢ð±ð³ð°ð¹ðªð®ðŠðª.
ð ð±ð³ðªð¯ð€ðªð±ð¢ðð®ðŠð¯ðµðŠ ð¢ ð®ð¢ð¯ðŠðªð³ð¢ ð²ð¶ðŠ ðð°ð® ðŠðŽðµÃ¡ ð¢ðšðªð¯ð¥ð° ð¥ðŠðŽð¥ðŠ ðŠð¯ðµÃ£ð°.
Pego o celular.
Nenhuma mensagem.
ðð©, óðµðªð®ð°.
Era exatamente o que eu precisava.
ðð¢ð».
Joguei o aparelho na cama.
Dois segundos depois, peguei de novo.
ðð¢ðµÃ©ðµðªð€ð°.
Abri a conversa de Ana:
â ðá ð¢ð€ð°ð³ð¥ð¢ð¥ð¢? â escrevi.
Ana: â ðð¯ð§ðŠððªð»ð®ðŠð¯ðµðŠ
â ð°ð² ð·ð€ ð§ðŠð»
Revirei os olhos.
Ela me conhecia muito bem.
Eu: â ðð°ð³ð²ð¶ðŠ ð¯ðŠð€ðŠðŽðŽð¢ð³ðªð¢ð®ðŠð¯ðµðŠ ðŠð¶ ðµðŠð³ðªð¢ ð§ðŠðªðµð° ð¢ððšð¶ð®ð¢ ð€ð°ðªðŽð¢?
Ana: â ðð² ð·ð€ ð¯ð¶ð¯ð€ð¢ ð®ð¢ð¯ð¥ð¢ ð¶ð® "ðµÃ¡ ð¢ð€ð°ð³ð¥ð¢ð¥ð¢" ð²ð¶ð¢ð¯ð¥ð° ð§ð¢ð» ð®ðŠð³ð¥ð¢.
Ai que ódio.
Conto sobre o que aconteceu, até que ela me interrompe:
Ana: â ððŽð±ðŠð³ð¢ ð¢Ã, ð®ð¢ðŽ ð·ð°ð€Ãª ð±ðŠð³ðšð¶ð¯ðµð°ð¶ ð ððð ðŠððŠðŽ ðŠðŽðµð¢ð·ð¢ð® ð€ð°ð¯ð·ðŠð³ðŽð¢ð¯ð¥ð°?
Eu: â ððªð®, ð®ð¢ðŽ...
Comecei a escrever de novo, mas ela começou a digitar, então eu parei.
Ela parou também.
Fiquei esperando.
Começou a escrever de novo.
Ana: â ð·ð€ é ð£ð¶ð³ð³ð¢
Eu: â ð¢ð®ðªðšð¢ ðððð ðððð ðð ðððð
Ana: â ðð°ðªðŽ ð©ð°ð®ðŠð¯ðŽ ðŠðŽðµð¢ð·ð¢ð® ð§ð¢ðð¢ð¯ð¥ð° ð¥ðŠ ð·ð°ð€Ãª ðŠðŽð€ð°ð¯ð¥ðªð¥ð°
â ðð® ð¥ðŠððŠðŽ ð¢ð¥ð®ðªðµðŠ
â ð ðððà ððð ðððððð ððððð?
Ã...
Enquanto eu era uma "fã qualquer", tudo estava numa categoria segura. Eu podia gostar deles, sentir atração, fantasias... Era unilateral. Controlável.
Agora existe a possibilidade deles estarem fazendo tudo isso, de volta.
Isso muda tudo.
Talvez esse seja o problema.
Durante anos, eu soube exatamente qual era o meu lugar.
Eu acompanhava.
Eles nunca saberiam que eu existia.
Simples. Seguro.
Agora eles sabem meu nome.
Tom sabe como me deixar sem jeito.
Bill sabe como me desmontar com uma única palavra.
Seguraram a minha mão.
Falavam sobre mim.
Eu não sabia o que fazer com a possibilidade de ser alguém na vida deles.
Tom não respondeu.
Tom não disse nada.
Ele não disse ð¯ð¢ð¥ð¢.
...
Sei lá quantas horas se passaram.
Tomei banho e estou aqui rolando de um lado pro outro.
Minha cabeça não sai daquele lugar.
O celular vibra.
Bill.
Uma mensagem simples.
â ðð©ðŠðšð°ð¶ ð£ðŠð®?
Respondo que sim.
Ele visualiza.
Demora.
Bill: â ðð°ð® ð§ðªð€ð°ð¶ ðŠðŽðµð³ð¢ð¯ð©ð° ð¥ðŠð±ð°ðªðŽ ð²ð¶ðŠ ð·ð°ð€ÃªðŽ ðŽð¢Ãð³ð¢ð®.
Fico assim ðïžððïž
Tento escapar da situação.
â ðððŠ ð«Ã¡ é ðŠðŽðµð³ð¢ð¯ð©ð° ð¯ð°ð³ð®ð¢ðð®ðŠð¯ðµðŠ.
Bill: â vdd kkkk
â mas não foi isso que eu quis dizer
Pronto.
Fico encarando a tela do celular.
Bill começa a digitar
Para
Começa de novo.
Então manda:
â ðððŠ ðµðŠ ð€ð°ð¯ðµð°ð¶?
Meu estÎmago foi parar nos pés.
Não precisei perguntar o que.
â ðãð°. â enviei.
A resposta dele demorou.
Um minuto.
Dois.
Apaguei a tela do celular.
Mais um minuto.
Dois.
Três.
Até que a tela acendeu com a notificação:

Revirei os olhos,
ðð¢ðª ðŽðŠ ð§ð°ð¥ðŠð³ ððªðð ðð¢ð¶ððªðµð».
ðð°ð€Ãª ðŠ ðµð°ð¥ð° ð° ð³ðŠðŽðµð°.
Acho que vou mudar o contato dele para "ððªðð©ð° ð¥ð¢ ð±ð¶ðµð¢ ð¯Â°2"
Respondo:
â ð·ð°ð€ÃªðŽ ð¥ð°ðªðŽ ðŽÃ£ð° ðªð¯ðŽð¶ð±ð°ð³ðµÃ¡ð·ðŠðªðŽ!
Ele visualizou.
Respondeu:
â ððŠðŽðŽðŠ ð€ð¢ðŽð° ðŠððŠ ðµðªð¯ð©ð¢ ð³ð¢ð»Ã£ð°.
Fiquei imóvel.
Eu: â ðð¢ð»Ã£ð° ðŽð°ð£ð³ðŠ ð° ð²ð¶ðŠ?
3 pontinhos.
Estava digitando.
Sumiu.
Apareceu de novo.
Desapareceram de vez.
Ele não me respondeu.
ã. . . ã
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ððŽ ðŽð ðððŽ ððŸ ðŽðð²ððŽð ðŽðœð³ðŸ ððŸ ð²ðŸðŒ ðð°ðžð ð° ðžðŒð°ð¶ðžðœð° ð ðŸð²Ãð ðºðºðºðºðºðºðºð£ïžð£ïžð£ïžððð
ðð¢ðª ð¥ð¢ð³ ðµð¶ð¥ð° ð€ðŠð³ðµð°, ð€ð°ð¯ð§ðªð¢ ð¬
âïžâ€µïž
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