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𝘊𝘢𝘱í𝘵𝘶𝘭𝘰 11 ♊ 𝘕𝘊𝘯𝘩𝘶𝘮 𝘥𝘰𝘎 𝘥𝘰𝘪𝘎

Capítulo 11 · 28/08/2026 · 652 palavras · 126 leituras

Acordei.

Peguei o celular.

Nada.

Escovei os dentes.

Nada.

Tomei banho.

Olhei o celular de novo.
Nada.

— 𝘌𝘶 𝘯ã𝘰 𝘵𝘰 𝘊𝘎𝘱𝘊𝘳𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘮𝘊𝘯𝘎𝘢𝘚𝘊𝘮 𝘥𝘊 𝘯𝘪𝘯𝘚𝘶é𝘮, 𝘯ã𝘰 𝘎𝘊𝘪 𝘰 𝘲𝘶𝘊 𝘵𝘰 𝘰𝘭𝘩𝘢𝘯𝘥𝘰. — falei sozinha.

Meu celular, felizmente, não respondeu.
Joguei ele dentro da bolsa.

Cinco segundos depois, peguei de volta.
Vai se foder.

Abri a conversa do Bill.

Minha última mensagem continuava ali.

Visualizada
E ignorada.

Filho da puta n°2.

E Tom?
Nada também.

Melhor.
Era melhor assim.

Eu tinha trabalho.
Uma vida.
Responsabilidades.

Coisas muito mais importantes para fazer do que descobrir o assunto de uma conversa entre dois alemães que claramente tinham decidido fazer um complÎ contra minha sanidade.

Bloqueei o celular.

Ele vibrou na minha mão.

Meu coração disparou.
Desbloqueei tão rápido que quase deixei cair.

Ana: — 𝘉𝘰𝘮 𝘥𝘪𝘢 𝘷𝘢𝘚𝘢𝘣𝘶𝘯𝘥𝘢

— 𝘵𝘊 𝘰𝘥𝘊𝘪𝘰 𝘀𝘢𝘳𝘢𝘭𝘩𝘰 — falei sozinha.

...

Passei o dia inteiro trabalhando, tentando me concentrar. Mas minha cabeça sempre voltava para aquele "𝘕𝘊𝘎𝘎𝘊 𝘀𝘢𝘎𝘰 𝘊𝘭𝘊 𝘵𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘳𝘢𝘻ã𝘰."

Encontrei com Ana saindo do trabalho.
Conto o que aconteceu depois que conversamos por mensagem.
Ela imediatamente percebe algo que eu estou tentando negar.
— 𝘝𝘰𝘀ê 𝘵á 𝘊𝘎𝘱𝘊𝘳𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘊𝘭𝘊 𝘵𝘊 𝘮𝘢𝘯𝘥𝘢𝘳 𝘮𝘊𝘯𝘎𝘢𝘚𝘊𝘮. — fala.

Eu: — 𝘕ã𝘰 𝘵Î.

Ana: — 𝘛á 𝘎𝘪𝘮 𝘀𝘢𝘳𝘢𝘭𝘩𝘰.

Eu: — 𝘔𝘢𝘎 𝘢𝘮𝘪𝘚𝘢, 𝘊𝘶 𝘭𝘪𝘵𝘊𝘳𝘢𝘭𝘮𝘊𝘯𝘵𝘊 𝘢𝘀𝘢𝘣𝘊𝘪 𝘥𝘊 𝘧𝘢𝘭𝘢𝘳 𝘲𝘶𝘊... — Ana me interrompe.

Ana: — 𝘘𝘶𝘢𝘭 𝘥𝘊𝘭𝘊𝘎? — ela joga a pergunta no ar.

Silêncio.

Ah não.
Ela não entendeu.

Eu: — 𝘕𝘊𝘯𝘩𝘶𝘮 𝘥𝘰𝘎 𝘥𝘰𝘪𝘎. — falo logo.

Ela me encarou daquele jeito.
— 𝘕𝘊𝘯𝘩𝘶𝘮?

Eu: — 𝘕𝘊𝘯𝘩𝘶𝘮.

Ana: — 𝘌𝘯𝘵ã𝘰 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘊 𝘷𝘰𝘀ê 𝘰𝘭𝘩𝘰𝘶 𝘱𝘳𝘰 𝘀𝘊𝘭𝘶𝘭𝘢𝘳 𝘊𝘯𝘲𝘶𝘢𝘯𝘵𝘰 𝘮𝘊 𝘳𝘊𝘎𝘱𝘰𝘯𝘥𝘪𝘢? — falou apontando pro celular na minha mão.

Olhei pro celular.
Olhei pra Ana.

Merda.

Eu: — 𝘗𝘰𝘳𝘲𝘶𝘊 𝘊𝘶 𝘵𝘊𝘯𝘩𝘰 𝘮𝘊𝘯𝘎𝘢𝘚𝘊𝘯𝘎. — falei disfarçando.

Ana: — 𝘛𝘊𝘮 é? — falou cruzando os braços.

Peguei o celular.
Nenhuma.

— 𝘛𝘊𝘯𝘩𝘰 𝘀𝘰𝘪𝘎𝘢𝘎 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘧𝘢𝘻𝘊𝘳 𝘯𝘊𝘭𝘊. — respondo olhando para o celular.

Ana: — 𝘛𝘪𝘱𝘰? — ela arqueia uma sobrancelha.

Eu: — 𝘝𝘰𝘀ê 𝘱𝘰𝘥𝘊 𝘱𝘢𝘳𝘢𝘳 𝘥𝘊 𝘮𝘊 𝘪𝘯𝘵𝘊𝘳𝘳𝘰𝘚𝘢𝘳 ? — falo.

Ela riu.

— 𝘑á 𝘊𝘯𝘵𝘊𝘯𝘥𝘪, 𝘷𝘰𝘀ê 𝘯ã𝘰 𝘎𝘢𝘣𝘊 𝘲𝘶𝘢𝘭 𝘥𝘰𝘎 𝘥𝘰𝘪𝘎. — Ana falou rindo.

Meu estÃŽmago revirou.
— 𝘝𝘰𝘀ê 𝘵á 𝘷𝘪𝘢𝘫𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘱𝘰𝘳𝘳𝘢. — respondi.

Ana: — 𝘛Î?

Eu: — 𝘔𝘶𝘪𝘵𝘰. — falei sarcástica.

Ana: — 𝘌𝘯𝘵ã𝘰 𝘮𝘊 𝘳𝘊𝘎𝘱𝘰𝘯𝘥𝘊. — falou séria.

Eu: — 𝘑á 𝘳𝘊𝘎𝘱𝘰𝘯𝘥𝘪. — falei mexendo no celular.

Ana: — 𝘕ã𝘰 𝘳𝘊𝘎𝘱𝘰𝘯𝘥𝘊𝘶.

Eu: — 𝘈𝘯𝘢. — falei erguendo o olhar pra ela.

Ana: — ...

Eu: — 𝘕𝘌𝘕𝘏𝘜𝘔 𝘋𝘖𝘚 𝘋𝘖𝘐𝘚! — falei alto.

Ana: — 𝘛𝘢𝘣𝘰𝘮 𝘊𝘯𝘵ã𝘰. — falou erguendo as mãos.

Eu: — É. — falei voltando a atenção pro celular.

Silêncio total.

Minutos se passaram.

Ana: — 𝘔𝘢𝘎 𝘎𝘊 𝘧𝘰𝘎𝘎𝘊 𝘱𝘳𝘢 𝘊𝘎𝘀𝘰𝘭𝘩𝘊𝘳...

Eu: — 𝘈𝘕𝘈! — interrompo.

...

Passamos mais um tempo conversando, ela me jogando indiretas sempre que tinha oportunidade.

Cheguei em casa.
Joguei a bolsa de trabalho na mesa.
Joguei o celular também.

Sigo até o banheiro para tomar banho.
No meio do caminho escuto o celular vibrar em cima da mesa.
— 𝘈𝘩, 𝘷𝘢𝘪 𝘵𝘰𝘮𝘢𝘳 𝘯𝘰 𝘀𝘶. — falei sozinha.

Entro para o chuveiro.
Saio.
Estou me trocando.

Corro até o celular.

Não é Bill.

É Tom.

Decido não falar nada sobre a mensagem de Bill ontem.
Vou fingir que nada aconteceu.

Abro a mensagem:

Fiquei olhando pra mensagem.
Era isso?
Gggggggrrrrrrr!!!! Que ódio!

Depois de ontem?
É isso?

Depois de eu perguntar sobre o que ele estava falando sobre mim?
Depois depois de praticamente Bill jogar uma granada pra cima de mim?
É isso?

Comecei a digitar.
— 𝘋𝘊𝘱𝘊𝘯𝘥𝘊. — apaguei.

Escrevi de novo:
— 𝘗𝘲? — apaguei de novo.

Respirei fundo.
Bufei.

— 𝘕ã𝘰.
Enviei.

Patética.

Ele visualiza.

— 𝘝𝘊𝘮 𝘀𝘰𝘮𝘪𝘚𝘰 𝘊𝘯𝘵ã𝘰 — responde.

Oxe? Franzi a testa.

— 𝘗𝘳𝘢 𝘰𝘯𝘥𝘊? — enviei.

Tom: — 𝘛𝘊 𝘣𝘶𝘎𝘀𝘰 à𝘎 21.

Eu: — 𝘐𝘎𝘎𝘰 𝘯ã𝘰 𝘳𝘊𝘎𝘱𝘰𝘯𝘥𝘊 𝘢 𝘮𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘱𝘊𝘳𝘚𝘶𝘯𝘵𝘢 — envio.

Tom: — 𝘊𝘶 𝘎𝘊𝘪.

Filho da puta n°1.

【. . . 】

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𝘌𝘜 𝘛𝘖 𝘚𝘜𝘙𝘛𝘈𝘕𝘋𝘖 𝘒𝘒𝘒𝘒𝘒𝘒 🗣🗣🗣🗣

👁👄👁

⭐‵

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